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sexta-feira, 3 de Setembro de 2010    APRESENTAÇÃO    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES    CONTACTOS 
 

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Retábulo Flamengo do Museu de Évora




Apresentação Conteúdos Ficha Técnica

O Museu de Évora possui no seu espólio um Retábulo de particular relevância no âmbito das colecções nacionais de pintura flamenga. Consta de 19 pinturas, divididas em duas séries, a da Vida da Virgem, constituída por 13 painéis, o maior dos quais com 269,5 cm x 157 cm, e a da Vida de Cristo, constituída por 6 painéis.

Este imponente acervo constituía o altar mor da Sé de Évora encomendado em Bruges, pelo Bispo D. Afonso de Portugal, por volta de 1500, a uma oficina próxima do pintor flamengo Gerard David. Na sua totalidade esta obra representa um conjunto invulgar pela sua qualidade e dimensão, bem como pela sua importância histórica, pois terá sido por ventura o primeiro grupo de pinturas a inaugurar um modelo de grandes retábulos pintados que, no período de D. Manuel I, se espalharam por catedrais e principais conventos do País.

No âmbito ao encerramento ao público do Museu de Évora, para obras de ampliação e requalificação, aquele Retábulo foi objecto de uma profunda intervenção de conservação e restauro, levada a efeito pelos correspondentes serviços do IMC. Paralelamente, decorreu o projecto de estudo e investigação, coordenado pelo Museu de Évora, e que contou com a participação do Metropolitan Museum of Art (New York) e da National Gallery of Art (Washington, D.C.) e do Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa). Com a reabertura da pinacoteca do Museu em Dezembro de 2008, o retábulo volta a estar exposto ao público reforçando-se a sua unidade através de uma nova apresentação das pinturas.

A documentação fotográfica do Retábulo revelou-se de importância fundamental neste projecto, em particular como fonte documental para a interpretação da génese e biografia deste notável conjunto de pinturas, nos contextos sucessivos da Sé de Évora e do Museu de Évora.

Os trabalhos de documentação fotográfica, nos espectros visível e invisível, nos c. de 35 m2 do Retábulo Flamengo do Museu de Évora tiveram início em Julho de 2003, onde durante três dias se fizeram sondagens de reflectografia do infravermelho sobre dois painéis. Os resultados então obtidos impuseram a necessidade da realização de coberturas integrais em fluorescência do ultravioleta, reflectografia do infravermelho e radiografia, tendo a recolha das imagens sido executada entre Fevereiro e Abril de 2004, no Museu de Évora.

A presente exposição dá assim a conhecer a documentação mais relevante produzida no âmbito daquela campanha fotográfica, parte da qual foi apresentada ao público na Exposição “Olhar de Perto: os Primitivos Flamengos do Museu de Évora”, realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, entre Fevereiro e Abril de 2008.

Do vasto corpus documental relativo ao Retábulo, somando mais de 16.000 imagens originais, disponibilizam-se aqui mais de 500 imagens totais e de pormenor, no espectro visível e invisível, revelando a inspiração ou a mudança de planos no desenho subjacente, apenas revelado graças à radiografia e reflectografia do infravermelho, e todo o esplendor e a excelência artística da composição final que nos é possível hoje observar no Museu de Évora.


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